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terça-feira, 1 de março de 2011

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É tão interessante tentar entender os sentimentos humanos.

Você está triste, mas uma chamada do telefone te faz dar um salto. Uma chamada, apenas uma, te faz sentir viva.

Apenas uma mensagem, apenas um suspirar de uma voz... Faz seu coração bater mais forte.... Faz seu sangue palpitar... Faz você pular, correr, gritar para a lua, gritar para o céu.

Mas de repente... Você caí. Está de volta ao buraco... Sem cor... Sem cheiro... Sem música... Sem vida...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pra trás...

E eu vou andando... Vou seguindo o caminho tortuoso que escolhi... De vez enquando algo cai... Às vezes eu volto para buscar, às vezes não.

Ultimamente deixei tanta coisa cair... E nem tive a vontade de buscar... Sinto que resolvi fazer uma curva fechada e pegar um caminho completamente diferente do que eu planejava trilhar... Isso não me causa medo. Vejo pedaços, que foram meus um dia, serem atirados ao chão, vejo pedaços de minha pele rasgar, sem sangrar. Vejo minha mente deixar, sem esquecer. Não dói, não mais... A regeneração é rápida e algo, me conforta. Você sabe o quê? E eu não quero esquecer...

A saudade me encontra às vezes... Eu agarro. Não a do que um dia foi eu, a saudade do que um dia foi meu... Meu? Será? Nós temos mesmo algo? Possuímos mesmo alguma coisa?

E eu deixo às coisas caírem, deixo as coisas no caminho... Sem esquecê-las. E aquele pensamento de que virá o melhor... Esperança. A última que morre, não é mesmo?

E pela primeira vez eu reconheço que foi errado. Existe certo arrependimento, mas tudo é experiência, não é? E se eu não tivesse sido os pedaços do chão eu não seria essa nova carne.

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vivendo, voltando, girando.

O que está dentro é como o que está fora.

O que está encima é como o que está embaixo!

-Tábua das esmeraldas, 3000ac

Tudo muda, não é mesmo

Algumas coisas não saem da linha, seguem um caminho reto, sempre em frente... Se fortalecendo ou se destruindo.

Outras coisas, ou pessoas, ou sentimentos, escolhem um caminho mais tortuoso. Cheio de curvas, bifurcações e voltas. Mas sempre em busca de um fim satisfatório.

Porém, independente do caminho tudo muda, cresce, cria, destrói... Até que tudo volta a ser pó, a ser morto, a ser nada. E nada mais muda. E não há nada que você pode fazer, há?

Você pode dizer que sim, que há uma vida após a morte, eu concordo com isso. Mas a verdade é que estamos todos condenados... E estamos todos fadados a escolher uma ou outra coisa no estado de total ignorância.

Até que você morre. E há algo que você pode fazer? Há algo que mude a vida medíocre que podemos ter escolhido? Ou os caminhos errados?

Não, pois você está morto. E agora você sabe o que era o certo. Não é?

Mas talvez você tenha uma segunda chance....

One shot, one gun shot and.... Shh.

Roleta-russa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cansada...

E às vezes eu apenas estou cansada.
Cansada de fingir ser perfeita, cansada de fazer tudo por todos, cansada de ser falada, cansada de não poder explodir, cansada de mentir para mim mesma. Cansada de acusar, de me acusar. Cansada de sentir essa dormência.
Então eu tentei fechar os olhos para tudo isso... Mas ser cega não é fácil.
Eu caí, mais uma vez.
Eu não tinha percebido, todo mundo muda.
E mais uma vez eu não quis acordar...

"E eu não falo mais de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. - O pequeno Príncipe"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

I wish...


“Eu quero sentir o fim e curtir a consequência”

Sim, eu quero sentir. Sim, eu quero quebrar o silêncio.

Eu quero renascer, viver, morrer e renascer mais uma vez... Pois só assim eu vou aprender... E eu quero tudo novo, velho, novo.

Eu quero provar as cores, eu quero ver os sabores. Eu quero tocar o que não existe, o que é invisível.

Eu quero tocar o que não existe, eu quero sentir o que não existe, o que é real. Mais real que eu, mais real que você.

Sim, eu quero jogar o jogo. O único que vai levar ao meu fim.

Inspirado de I wish- Infected Mushroom

domingo, 23 de janeiro de 2011

Voltando para a terra de Avalon

Que eu possa relembrar, tão logo seja

O que é belo, O que é vida, O que é amor,

Que eu possa relembrar, tão logo seja.

Como é viver... Como é nascer...

O que é ser humano, O que é ser espírito.

O que é ser rocha, o que é ser fogo.

Que eu possa relembrar, tão logo seja.

Como é voar, como é crer.

E se eu tivesse mais uma chance...

Uma pequena chance, de ter minha mente de volta...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu lavarei sua dor com todas as minhas lágrimas e afogarei seus medos.
Eu afundaria navios por você
Porque eu acredito em você.
Eu acredito em você.
-
1#crush, Garbage.

Dedico esse post a todos os meus melhores amigos. Vocês sabem que são vocês. =*


terça-feira, 30 de novembro de 2010


Eu ainda aguento, ainda consigo guardar. Mesmo que por um pequeno tempo...
E enquanto eu puder fazer isso, calarei. Enquanto eu puder me segurar, reprimirei... Enquanto isso não me matar, sufocarei... Enquanto não me causa dor, chorarei. Enquanto não houver coragem, vou calar meus medos. Enquanto não conseguir falar a verdade, mentirei.
Eu vou afogar todos os meus sentimentos, enquanto houver fôlego.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010


Noite. E não havia lua nenhuma no céu... Nem estrelas... Mas ainda assim era tão bela... Você estava sentado ao meu lado, em silêncio, enquanto eu não parava de tagarelar... Mas você falou... Enfim, falou.
- Você acredita então?
- Você sabe que eu acredito, e como...
- Eu sempre fui uma pessoa para chorar. Eu preciso que você reverta isso
- Através dos céus eu virei por você. Se você me pedir... Feche seus olhos, não se arrependa de nada... Você está a salvo comigo. E se eu me apaixonar por você...
- Não posso lutar contra isso... Me faça ansiar pelos seus beijos. Eu adoraria te amar. De alguma forma, você é todo o amor que eu preciso.


PS: Dialogo feito com trechos de músicas de The Beatles, No Doubt, Emilie Autumn e The Corrs

domingo, 21 de novembro de 2010

Sentido.


Nada mais faz sentido. Nada mais se encaixa. E o sacrifício ainda não é o suficiente...
Tudo parece ser um sinal, tudo parece querer me mostrar um caminho... Mas eu ainda não entendo para onde devo ir...
E uma parte de mim quer o escuro, outra parte de mim quer o claro...
Nada mais faz sentido, e eu fico no cinza.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

...


Eu não sei falar sobre isso...

Sobre a guerra que começa em mim, quando alguém vem te abraçar... Do quanto eu seguro meus pensamentos... De como eu seguro meu rosto à cinco centímetros de distância do seu...

Mas eu não posso te falar o que estou falando...

Nem posso falar sobre o frio... Sobre a falta de ar... Sobre o buraco onde caio, quando você insiste em não deixar passar... Ou sobre minha falta de sentidos quando você está fora.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

...




Eu sei quais são os problemas, eu sei quais são os defeitos, eu sei o que impede... Também sei que são maiores que as qualidades, também sei que são maiores que as razões que insistem em tentar me convencer. Porém, ainda assim, eu não consigo juntar forças, não consigo desistir.

E todos os dias eu conto uma nova mentira que me pareça adorável. E todos os dias eu sorrio. Todos os dias eu o abraço. Todos os dias eu grito. Todos os dias eu canto, todos os dias eu danço. Todos os dias eu fico confusa, todos os dias eu choro. Todos os dias eu morro, todos os dias eu volto.

E mais uma vez eu fico em dúvida. E mais uma vez minha dúvida não deveria existir, pois só existe em mim. E mais uma vez eu sinto que vou fazer o errado, de uma forma ou de outra... E mais uma vez eu sinto que não sinto nada.

Mas eu engolirei... Eu engolirei...

domingo, 31 de outubro de 2010

...


Alguém pode bater na minha cara, por favor?

Alguém pode me acordar?

Alguém pode, por favor, me fazer dormir?

E já cansei... Cansei... Será que ainda não aprendi, o que deveria aprender?

Por favor, alguém me faça acordar.... Eu estou me sentindo um pouco peculiar. :x

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perdida



E tudo está tão rápido. Eu fico de braços abertos esperando, o que eu não devo esperar. Sonhando com o que não devo sonhar. Pecando sem pecar. Tudo é tão lento.


Rodando livremente por lugar algum. Perdida, tola. Já estou falando nada com nada. Ele me deixa tão feliz, tão confusa. Assim ele me mata de felicidade e de tristeza. Eu o quero cada vez mais e mais, me abraçando e me beijando. Estou sorrindo e chorando.


- Melina não é essa. A outra, a outra.


- Ãnh?


- Você quer ter aula hoje?


- Sim, claro.



Retirado do livro "O diario de Melina", que está sendo escrito por mim e minha amiga Janine

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

...

Malditos pensamentos... guardados em uma caixa que só abre quando quer. Queria poder ver o que tem dentro. Queria ver, sentir, o poder das palavras lá guardadas. Queria saber, se sim, se não. Queria ter um pretexto, para ficar só, e tentar abri-la de alguma forma...
Mas algo me impede, algum medo, alguma insegurança. Algo me segura, algo me diz não.


"Era a lua, iluminando mais um dia sem sol.
Era a lua, sorrindo como louca,
Era a lua, dentro de minha casa...
Pousada no mar... Laranja e Roxa, Amarela e Rosa!
Era o nascimento de um Deus....
Era a lua, cheia e dourada, sedenta por sangue...
Era a lua, cheia e dourada, querendo sacrifício...
Um lança perfurou meu peito, fazendo meu coração sangrar....
Pacto selado"

domingo, 26 de setembro de 2010

?!




Mais uma vez, e você já deve estar cansando disso, eu não quis acordar.

Era tarde, eu estava deitada sobre seu peito. Tinha acabado de acordar... Ou de ir dormir... Mas quem era ele?

Levantei, olhei em volta. Casa praia. Ok,ok. Quem é esse estranho? Tudo que eu sentia por ele era uma afeição... Era engraçada a forma que ele dormia... Largado. Uma mão sobre os olhos e a outra estirada ao lado do seu corpo. Corpo bonito... Ele não é feio, pensei. É esquisito. Seu cabelo loiro escuro não contrastava com sua pele castanha.

Saí de casa. Era tarde... Ou talvez cedo demais... Quem sabe madrugada? E a única luz visível era a do fino sorriso da lua e o brilho das estrelas. O céu estava tão estrelado! Vi uma estrela cortar o céu tristemente e depois sumir. Esquerda. Aquilo me causou arrepios. Entrei em casa.

Ele já estava acordado. Vi que seus olhos também eram castanhos. Ele conseguia ser tão marrom! Um grande homem marrom. Conclusão estranha... Então, sorrindo veio ao meu encontro e, levemente, beijou meu rosto.

- Bom dia! Também não conseguiu dormir?!.... Eu estive pensando, o que acha de caminhadas?

- Eu gosto – Muitos pensamentos, respostas, perguntas e memórias vieram a minha mente. Não consegui encaixá-las.

- Que bom. Podemos caminhar depois que o sol nascer. O que nos dá tempo para comer e trocar de roupa.

Clareou. E eu ainda não sabia seu nome. Mas enquanto estive ao seu lado me senti tão bem. Tive a impressão que poderíamos nos dar bem.

Caminhamos até chegar a uma praça. Sentamos em um banco que ficava de frente para o mar. Ele me abraçou e aí tudo começou a girar. Antes que eu pudesse sentir enjôo, ou tonta, tudo parou. Estávamos em uma sala de vidro. Tinha muitas pessoas sentadas em bancos próximos ao nosso. Duas dessas pessoas levantaram e, como robôs, se puseram diante a parede que ficava a nossa frente. Começaram a arranhá-la com as unhas. Seus olhos estavam vidrados no nada, olhos que possuíam uma estranha tonalidade amarela, como olhos de gato. Um barulho ensurdecedor atingiu minha mente. Enquanto saiamos, eles gritavam... Miavam...

Corremos até onde pudemos... Chegamos à praia. Deitamos na areia e rimos loucamente. Eu senti uma estranha sensação. Um frio na barriga. Como eu podia me sentir tão bem, ao lado de alguém cujo não sabia nada. Nada além de que ele gostava de caminhar? . . . E de repente estávamos em uma reunião familiar.

Eram pessoas cheias de si. Aquelas que sempre se portam de forma imponente. Como se fossem melhores que todo mundo. Como se pudessem julgar a quem quiser.

- Ela é linda – Disse uma menininha de aparência bondosa.

- Bem, é melhor que aquelas outras zinhas. – disse uma mulher bonita, de nariz reto, cabelos impecáveis e um olhar de meter medo. Eu senti que ela poderia arrancar a cabeça de quem fosse contra seus pensamentos.

- Estranha, olhe seu cabelo – Disse uma outra,, cujo cabelo caia sobre os seios em uma perfeita onda negra.

- É talentosa – Disso um velho com uma expressão filosófica.

- Metida a talentosa – Disse o outro friamente. Tinha um olhar sábio. Como se fosse o homem mais inteligente do mundo.

- Vai deixá-lo, como todas as outras fizeram. – Esta eu julguei ser a mãe dele. Sua pele era igualmente marrom, possuía os olhos castanhos e o corpo igualmente escultural. A diferença estava em seus cabelos, que eram negros.

Eles agiam como se eu não estivesse lá. E eu não consegui parar de pensar em que tipo de pessoa já teria passado por lá. Com certeza pessoas como eles, e ele nem se tocaram disso. Pessoas mesquinhas, pessoas que só se importam com o que lhes interessa.

Fui possuída por uma súbita onda de medo. E se eu fosse como elas? Afinal, eu nem sabia o nome da pessoa a quem, pelo que parecia, estava prestes a me casar. E se eu fosse como elas? E estivesse os julgando, sem conhecê-los. E se a mãe apenas estivesse com medo de que seu filho sofresse?

Estava de volta à praia. Ele me pedia desculpas.

-Tudo bem amor

E quando falei essas palavras eu me senti a pior pessoa do mundo. Eu o amava?

- Amor

E quando ele falou essa palavra eu me senti a pessoa mais injusta do mundo. Ele me amava.

domingo, 1 de agosto de 2010

Palavras

Olá pessoas! :)
Estou aqui me despedindooo... Essa semana vou estar ausente sem pc T.T
Mas podem ficar a vontade e comentar onde bem entender, que quando eu voltar eu respondo com carinho seus comentários =D

Vou deixar aqui um texto que escrevi a muito, muito, tempo atrás :)

Eu escrevo para você, mesmo sabendo que nunca irá ler. Escrevo por escrever, por ser covarde e não ter a coragem de te falar. Por não começar, por não dar um fim. Por passar horas em frente a um banheiro qualquer, conversando com o espelho, puxando o cabelo pra lá e pra cá.
Tudo isso em vão. Tudo isso para ser apenas comum, para ser apenas mais ou menos. Enquanto isso ele se diverte, sem perceber minha expressão triste, sem perceber meu choro silencioso. Sem ver meu apelo por palavras, meu apelo por verdades.
E quando, enfim, sozinhos ficamos... Eu nada falo. Tudo me foge. A dor se vai. Pois quando vejo vejo seu sorriso persistente em seus lábios monossílabos, quando vejo seus olhos que penetram minha mente e minha alma, eu acredito. Porém, tudo isso é momentâneo. A dor volta. Eu discordo.
"Mil olhares não valem uma palavra, uma palavra vale mil olhares."


É isso por essa semana pessoas :)
Beijinhooos e até semana que vem :)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Extremos

Ando tão a flor da pele

Qualquer beijo de novela me faz chorar

Ando tão a flor da pele

Que teu olha "flor na janela" me faz morrer.

- Zeca Baleiro

Eu tava só, sozinho...

Mas solitário que um paulistano,

que um canastrão na hora que cai o pano.

Mas ontem, eu recebi um telegrama....

Por isso hoje eu acordei

Com uma vontade danada de mandar flores ao delegado...

- Zeca balero

Ás vezes você sente uma raiva imensa... Mas então você percebe tudo... E a raiva passa, tudo que fica é um sentimento estranho de tristeza....

Depois que a tristeza passa, o que vem é uma euforia... Que pode ser intensificada por vários fatores. Foi isso que aconteceu comigo. Fiquei eufórica, eu estava empolgada com tudo aquilo... Mais que isso, eu estava feliz. Aquilo tudo parecia me puxar... Me chamava. Eu me senti bem novamente. Me senti eu... Como sempre me sinto quando... Como não me sentia fazia tempo.

Porém isso não é certo. Esse sentimento, eu devia mata-lo de fome. Mas eu não consigo, apenas não consigo. É isso que vem tirando meu sono, é isso que vem me deixando tão estranha. Tão feliz e tão triste. Mas eu não consigo parar de pensar. E ainda estou confusa. O que é isso, pelo que estou apaixonada?

--- Mais tarde eu continuo o texto do homem-amieiro, eu prometo ^^